…mas eu espero que não seja hoje. Pois é, depois do terremoto de 5.8 na escala Richter, que assustou os moradores de várias cidades na Costa Leste dos Estados Unidos na última terça-feira (23/08), é a vez do furacão Irene chegar por aqui. Ele está passando pela Carolina do Norte e vai chegar a DC hoje à noite. Medo!!!! Bom, como DC não é uma cidade costeira (e, também, como o furacão foi rebaixado para categoria 1), acho que não vai haver grandes problemas, mas a gente nunca sabe. O povo aqui está doido, todo mundo correndo para supermercados, farmácias e lojas de conveniência para estocar comida e água. Gente comprando gerador, fazendo fila para pegar sacos de areia e outras coisas do tipo. Já está chovendo e ventando e eu estou prestes a enfrentar meu primeiro furacão! Justo na mesma semana, enfrentei meu primeiro terremoto e, juro, não quero mais passar por isso. No fim das contas foi só um susto, mas naqueles 30 segundos que você vê chão tremendo, paredes balançando de um lado para o outro e teto se mexendo, só existe uma palavra: pânico! Eu estava no décimo quarto andar de um prédio, com uma criança de quatro anos, e a minha reação foi arrancar ele da cama e sair correndo pelas escadas. Lá embaixo, montes e montes de gente tentando entender o que tinha acontecido, celulares mudos, sirenes, helicópteros e tudo mais que a gente vê nos filmes de Hollywood. Porque os americanos dão uma leve exagerada em tudo. Espero que as autoridades tenham exagerado nas previsões para o furacão de hoje e que ele não passe de um ventinho com chuva….Vamos torcer! E que o mundo não se acabe.
No parque com Albert
Christopher Park, West Village, fim de tarde. Na minha pausa para lanchinho e descanso conheci Albert, uma figura de 60 e poucos anos, bermuda e camisa amarelas e chapéu da mesma cor. Elegante. Em um dos bancos da praça, Albert alimentava a cachorrinha Clementine e papeava com todos ao redor. É figura conhecida na região. Saiu de uma pacata cidade na Carolina do Norte há mais de 40 anos e elegeu Nova Iorque para viver. Fez de tudo um pouco e agora, aposentado, vive com uma pensão magra e fala das dificuldades de ser idoso “nessa cidade que gosta mesmo é dos jovens”. Reclama, reclama, reclama mas não troca Nova Iorque por nada nesse mundo. E leva a cachorrinha Clementine para banhos regulares (de caneca), no Christopher Park, pertinho de casa. Papeamos um bocado e ele recomendou: “Tem um lugar novo aqui pertinho, o High Line, você tem que ir lá conhecer”. “É esse aqui?”, e mostro uma foto. “Esse mesmo…puxa você já andou por tudo, conhece mais do que eu”. São figuras como o Albert que fazem Nova Iorque ser o que ela é: interessante e apaixonante.
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Multi cidade
Não há como ir para Manhattan e não dar pelo menos uma passadinha no Central Park. O parque é enorme e super charmoso e cheio de gente correndo, passeando com cachorro, andando de bicicleta, tomando sol, fazendo piquenique e muitas outras atividades durante o verão. Dessa vez eu fui conhecer a parte norte do parque e achei o máximo. Os turistas somem e só se vê gente local. Na altura da rua 80, no lado oeste, fica o Delacorte Theater que apresentou gratuitamente até o dia 30 de julho (ok, ok, eu escrevi esse post um tempão atrás, mas só postei agora) o festival Shakespeare in the Park. Todo dia, logo cedinho, é possível ver centenas de nova iorquinos em frente ao teatro, com suas cadeiras, toalhas, almofadas, Ipods, jornais e livros. É a fila do ingresso. Eu passei lá cerca de 9 horas e a fila já estava grandinha.
Mas a altura da rua 80 era só o começo da minha caminhada matinal pelo Central Park. Comecei na 73, no lado leste e depois de algumas horas caminhando e admirando a paisagem, cheguei do outro lado do parque, no Harlem, o bairro tradicionalmente negro de Manhattan (e que tem também uma área de grande concentração de latinos, conhecida como Spanish Harlem). Por lá, tudo é um pouco diferente. A agitação de midtown, com gente apressada cruzando as ruas com Iphone numa mão e Starbucks Coffee na outra, dá lugar a uma tranquilidade meio caótica. As ruas ficam cheias, mas de gente sentada nas portas das lojas ou nas varandas das casas. Dei uma volta pela área central do Harlem, que também se destaca pela arquitetura do século 19, e um pulo no The Studio Museum in Harlem (144 West 125th Street). Era quarta-feira e o museu estava fechado. Falei para o segurança que seria meu último dia na cidade e ele me deixou entrar com um grupo de estudantes. Achei interessante a exposição de artistas afro-americanos que participaram do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos na década de 1960. Depois, um almocinho no Amy Ruth’s (113 W 116th St) para provar a comida típica do sul do país (a couve estava no cardápio) e subway para downtown. Uma coisa interessante que já virou atração turística no Harlem é assistir ao coral das muitas Igrejas Batistas aos Domingos. A Metropolitan Baptist Church (151 West 128th Street) é uma delas.
East Village, West Village e Meatpacking District foram os distritos de downtown que conheci nessa minha quarta ida à Nova Iorque. No East Village eu fui atrás de alguns brechós que já havia pesquisado na internet. Eu adoro comprinhas, mas como todas as grandes lojas de Nova Iorque também estão em DC, eu nem perdi meu tempo com elas. Visitei algumas “second hand stores” e gostei da pequenia AuH2O, com cara de boutique (84 East 7th Street, entre a primeira e segunda avenidas). O bairro é charmoso e no meu cardápio do almoço teve comida indiana de um restaurante que achei por acaso (Heart of India. 79 2nd Avenue). Entrada, sopa, prato principal, chá e sobremesa por 10 dólares (mais taxas e gorjetas).
Outra coisa legal é legal caminhar pelas ruas de paralelepípedo do Meatpacking District e ver o contraste entre os antigos abatedouros de carne do início do século XX e restaurantes, bares chiquérrimos e lojas carríssimas de estilistas como Stela Mcartney e Diane von Furstenberg. Na década de 80 bairro ficou conhecido como ponto de drogas e prostituição, passou por uma reformulação que começou nos anos 1990 e hoje é conhecido por atrair gente jovem, descolada e com muito dinheiro para gastar. Ali mesmo, no Meatpacking District fica o High Line Park, um parque elevado, construído onde antes passavam trens. O parque é na verdade bem grande, e se alonga por muitas quadras. É mais um jeito legal e diferente de ver a cidade e o Rio Hudson.
O Meatpacking District está coladinho nos bairros de West Village e Chelsea. Chelsea é conhecido como o reduto gay de Nova Iorque. Eu fui no Chelsea Market, um mercado chique que vende de tudo desde frutas, legumes e verduras, a café e guloseimas, e que também tem muitos restaurantes. Foi construído onde um dia foi a fábrica dos biscoitos Oreo. Encontrei até um tipo de pão de queijo, mas era meio seco, nada comparado ao nosso.
West Village foi outra surpresa legal, com suas ruas calmas e arborizadas e um café e um restaurante charmosos em cada esquina. Parei no Grounded (28 Jane Street) para tomar um cafezinho gelado e recarregar as baterias. Acho que se fosse morar em Manhattan, escolheria West Village como o meu lugar.
Nova Iorque. Acho que só quem conhece é que pode entender o fascínio que ela exerce nas pessoas.
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A cidade do mundo
Ok, ok, todo mundo já sabe quais são as atrações turísticas mais badaladas de Manhattan. Empire State, lojas da Quinta Avenida, Rockfeller Center, Times Square, parte sul do Central Park, peças da Broadway, Estátua da Liberdade. O que a maioria dos turistas não sabe é que Nova Iorque é muito, muito e muito mais do que isso. Na minha quarta visita à cidade tudo o que eu menos queria era visitar esses lugares que listei acima. Existem coisas incríveis para explorar na cidade e que poucos turistas conhecem porque simplesmente não leem, não conversam com a gente da cidade, ou não abrem o jornal para saber o que está acontecendo na cidade. Sobem naqueles ônibus de dois andares que percorrem a cidade inteira, param por dez minutos em cada ponto turístico para o pessoal tirar foto e pronto. Isso, para mim, não é conhecer, não é sentir a cidade.
Andando pelas ruas do Harlem eu me peguei pensando: que graça tem isso? Parece aqueles safaris na África que você não pode sair do carro porque os animais de atacam. Por que ao invés de subir nos “Hop on, Hop off”, as pessoas não usam o eficiente e impressionante sistema de metrô (umas das melhores maneiras de conhecer a cidade) que Nova Iorque oferece? Por que ao invés de escutar o que o guia fala no microfone do ônibus, os turistas não saem para caminhar (outra das melhores maneiras de conhecer a cidade). É só ter um mapa e um bom travel book em mãos. Quem sabe até não esbarram em gente local que pode dar dicas incríveis (como eu esbarrei em duas senhoras nativas do Harlem, muito simpáticas e que me contaram algumas coisas legais sobre o bairro).
Enfim, cada um viaja como quer, né? Para mim, a graça está em explorar, ter contato com gente local (e sim, os nova iorquinos podem ser apressados e às vezes mal-educados, mas é só sair do eixo turístico que você encontra gente muito simpática, disposta a conversar e ajudar), experimentar coisas diferentes (principalmente as comidas das mais diversas nacionalidades, que só Nova Iorque pode oferecer).
Eu não sou uma local. Local mesmo é essa jornalista aqui, a Tania Menai. Ela é brasileira, mas mora em Manhattan há anos. Achei o site dela há algum tempo, quando pesquisava sobre a cidade. Vale à pena dar uma passada lá. Mas eu posso dar umas diquinhas:
- Caminhe, caminhe e caminhe. Caminhar é uma das melhores maneiras de se conhecer uma cidade. E caminhar em Manhattan é fácil e seguro. As ruas seguem de sul a norte e as avenidas de leste a oeste. A quinta avenida divide leste e oeste. Indo em direção à sexta é oeste, e para baixo da quinta é leste. É só pegar um mapa e sair explorando.
- Use o transporte público. Essa é a outra ótima maneira de explorar uma cidade. O subway de Nova Iorque é exepcional e te leva para qualquer ponto da cidade bem rapidinho. É só comprar um metrocard e sair por aí. São 22 linhas (mas tem umas que são express, outros que não..), 368 quilômetros de trilhos e mais de 5 milhões de usuários por dia (dados do Wikipedia). É um mundo paralelo. São milhares de plataformas subterrâneas, caminhos que te levam para incontáveis plataformas embaixo da terra. Um lugar onde se pode ver isso muito bem é a Grand Central Station. Parece uma outra cidade dentro da cidade.
- Se prepare para gastar. Se tem cidade cara, essa cidade é Nova Iorque. Não estou falando de compras não, mas de comida. Se você é como eu e acha que para conhecer bem um lugar é preciso provar a comida local, você vai gastar um bom dinheirinho. Bom, a comida local de Nova Iorque vem de muitos lugares. Chinesa, italiana, indiana, turca, israelense, do oriente médio, brasileira, japonesa, coreana…todas são comidas locais. Vale a pena provar!! Para economizar no orçamento tem também as “street food”. Tem de todos os tipos, mas o que mais se encontra é kebab. E o preço é até acessível. Eu fugiria dos fast-food ou das redes de restaurantes. Acho péssimo.
- Saia do eixo turístico. Tudo bem, se é a sua primeira vez na cidade é interresante visitar as atrações turísticas que citei no começo do post e, é claro, os imensos e super intessantes Metropolitan Museum, MoMA e Museum of Natural History. A Bibioteca Pública (5th Ave e W 42nd Street) também é uma boa pedida. Se você, assim como eu, não tem internet no seu telefone, pode usar um dos computadores disponíveis no segundo andar e, de quebra, apreciar toda a imponência e beleza do prédio. Até o dia 31 de Dezembro, a biblioteca exibe a exposição “Celebrating 100 Years”, em comemoração ao seu centenário, que reúne, por exemplo, uma partitura de Beethoven, de 1811, o manuscrito da Declaração de Independência Americana e uma Biblía em latim impressa por Gutemberg em 1455.
- Nova Iorque não é só Manhattan. A cidade é composta por cinco distritos: Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island. Ainda quero conhecer o distrito de Williamsburg, no Brooklyn, e Flushing, no Queens. Dessa vez ainda não deu, mas fica a dica para quem estiver por lá. Williamsburg é cheio de galerias, boutiques descoladas, brechós e Flushing concentra uma comunidade asiática muito grande, principalmente chineses. É uma Chinatown não turística e, segundo quem conhece, até mais autêntica do que a famosa Chinatown de Manhattan. Parte da família da Monia que é chinesa e mora em Long Island, vai a Flushing para comer e comprar produtos da saudosa terrinha.
O próximo post traz algumas dicas de outros lugares legais que saem um pouco do eixo turístico.
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Não existe lugar como Nova Iorque
Não existe lugar como Nova Iorque. Eu não conheço nem um décimo do mundo ainda, mas posso assegurar: Nova Iorque é e sempre será minha cidade favorita. O lugar tem um encanto todo especial, uma agitação constante, uma mistura de raças, cores, línguas, cheiros. É um outro mundo dentro desse país grandão que eu escolhi para viver. Minha vontade é a de arrumar um lugarzinho e ficar por lá mesmo.
Minha quarta visita à Nova Iorque (dessa vez no verão..uhuuuu!!!) foi para rever a Monia, minha amiga sueca que conheci em Ushuaia, Argentina. Ela estaria na cidade por uma semana e, é claro, eu não poderia ter arrumado melhor “desculpa” para voltar para a tão amada metrópole depois de mais de um ano. O problema: hotéis e hostels são absurdamente caros e o meu salário de babysitter não me permite pagar. A solução: passar o dia na cidade, encontrar a Monia e passear um pouquinho. São só quatro horas de viagem saindo de DC e o meio mais econômico é o ônibus. (é possível conseguir passagem de ida e volta por menos de 40 dólares – MegaBus, Bolt Bus, Greyhound Express, Deluxe operam entre DC e NYC).
Acabei ficando duas noites. A primeira com Ka Wai, meu amigo chinês/inglês que conheci no Peru e que tinha ido passar o final de semana em DC (leia aqui) e seguiu para Nova Iorque no mesmo dia que eu. Ele tinha uma reserva num hotel e gentilmente dividiu o quarto comigo. Eu dormi no chão feliz da vida. Afinal, o chão de um hotel em Manhattan é o chão de um hotel em Manhattan! A segunda noite foi cortesia da ex-cunhada do meu ex-namorado. Legal, eim? Courtney me hospedou em seu studio na 73 com a Segunda Avenida mesmo sem nunca ter me visto antes. Ela me deu umas dicas legais sobre a cidade e, de quebra, pudemos fofocar sobre nossos ex, os irmãos russos (uma peninha que não tenho foto com ela).
Nova Iorque é o máximo mesmo quando se está sozinho (aliás, eu adoro viajar sozinha), mas conhecer e reencontrar pessoas queridas é tão legal. Eu amo essa troca de culturas, de ideias, e nada melhor do que a Big Apple para concentrar tudo isso. Então essa viagem foi ótima, pois passei dois dias com pessoas queridas (Monia, Ka Wai, Todd – um americano que Monia e eu conhecemos em Mendoza, Argentina – e Courtney) e um dia sozinha.
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Visitinha boa
Ka Wai, um chinês/inglês que conheci no Peru passou um final de semana aqui em DC e levei ele para conhecer alguns pontos da cidade. Eastern Market e Georgetown foram alguns deles. Como eu adoro DC! E no verão tudo fica ainda mais legal, já que a gente pode sentar em bares e cafés no fim da tarde para tomar alguma coisa ou escolher a sombra de alguma árvore e se jogar por ali mesmo.
Também adoro reencontrar gente que conheci durante a minha viagem pela América Latina. Essa é a segunda vez que encontro o Ka Wai. A primeira foi em Los Angeles, onde ele mora atualmente. E adoro mais ainda poder mostrar a cidade que escolhi para morar para pessoas queridas! Também acabei conhecendo uma pessoa querida, a Sadika, amiga do Ka Wai que mora em DC e nasceu no Paquistão. Na casa dela pude provar pela primeira vez comida paquistanesa. Amei, apesar de ser muito, muito picante.
(as fotos estarão disponíveis em breve)
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Feliz aniversário, América!
Afe, pelo título do post já dá para perceber que virei uma americana patriota!! Mas é que o 4 de Julho por aqui é bem legal, principalmente quando se está na capital do país.
Todo ano nessa data acontece uma queima de fogos no National Mall, que começa logo depois do pôr-do-sol e dura cerca de 15 minutos. Eu e uns amigos resolvemos fazer um pic-nic de tarde e ficar pela região para ver os fogos. Foi lindo!
Dica de uma “quase” local: o National Mall fica lotado de gente e é difícil arrumar uma sombrinha. É legal ir para a Tidal Basin e assistir à queima de fogos na beira do lado perto do FDR Memorial.
Seguem as fotos:
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A casa do George Washington
Quem acha que os Estados Unidos só têm lojas baratas, Disney World e fast-food se engana. Aqui tem muita história. E uma coisa que os americanos fazem muito bem é conservá-la. O estado da Virgínia (Washington, DC fica entre os estados de Maryland e Virgínia) teve grande importância na história americana. Foi, por exemplo, onde se estabeleceu o primeiro assentamento inglês permanente no país, em 1607, e onde nasceram e viveram alguns dos principais fundadores da república. George Washington, que coordenou as tropas dos colonialistas contra as forças britânicas na Revolutionay War (1775 – 1783) e foi o primeiro presidente dos Estados Unidos (1789 – 1797), viveu grande parte da vida em uma fazenda chamada Mount Vernon, bem pertinho de DC.
A fazenda foi restaurada pela Mount Vernon Ladies’ Association. São cerca de 500 acres de terra (eram 8 mil no Século 18), às margens do rio Potomac, que contam um pouquinho da história, do dia-a-dia e dos feitos do primeiro presidente da república. Está certo que tudo aqui é meio que transformado em show, com direito a performances. Tem gente vestida à caráter, filme retrantando uma das mais importantes batalhas pela indendência, ônibus para circular pelo local com os visitantes mais cansados, restaurante com comidas típicas e, é claro, fast-food. Mas e isso não é bom? É tudo lindo, limpinho e muito bem convervado. Uma maneira de manter viva a história desse que é considerado o homem mais importante da história americana.
Um volta pela casa mostra os diversos quartos que o casal George Washington e Martha mantinha para hóspedes, o próprio quarto onde dormiam, amplas salas e escritórios e uma cozinha acoplada à edificação principal. Os vistantes podem subir e descer as escadas, passar entre os cômodos e quase que ter a sensação de terem feito uma viagem no tempo.
Do lado de fora ficam as casas onde se curava carne, lavava-se roupa e onde os escravos viviam. Mais adiante, hortas, jardins, plantações de trigo e, o mais legal, o rio Potomac. George Washington foi enterrado lá, assim como sua mulher e outros familiares, e os turistas podem visitar seu túmulo. Ah, se não fossem os esvravos…como será que ele manteria uma propriedade tão grande?

o primeiro presidente dos EUA podia descansar às margens do potomac, ainda dentro de sua propriedade
A fazenda de Mount Vernon (3200 Mount Vernon Memorial Highway) fica aberta 365 dias por ano. A entrada custa 13 dólares. Se você não tiver carro, o que é o meu caso, pegue a linha amarela até Huntington e de lá o Fairfax Connector Bus 101.
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Voltando!!
Parece que me falta um pedaço quando não escrevo. Então faz mais de ano que estou despedaçada. Tenho aquela sensação de que tudo o que vivo vai, de alguma forma, se perdendo para sempre dentro da minha cabeça. E olha que eu teria muitas e muitas histórias legais, ou pelo menos curiosas, para contar. Histórias de um ano inteirinho aqui nos Estados Unidos.
Ainda estou em Washington, DC. Uma primavera, um verão, um outono, um inverno (e que inverno…) e outra primavera já se passaram. E eu mudei de casa duas vezes. Agora moro com uma inglesa de decendência bengali, a Nasima, e seu filho Josh, de 10 anos. E outro verão está começando. Verão daqueles: 40 graus à sombra, humidade 90%; o suor escorrendo pela testa. Ar condicionado de gelar os ossos; nariz seco e muitos espirros o dia inteiro. Mas com o calor chegando, a cidade fica a mil. Vários eventos, música, gente pedalando (eu seria incluída aí se minha bicicleta não tivesse sido roubada depois de quatro dias de uso), sol, sol e mais sol.
Na verdade, a cidade começou a se encher de vida novamente com a chegada da primavera. E numa cidade arborizada como DC, as flores estão por toda a parte. A primareva começou com o Cherry Blossom Festival (veja as fotos abaixo e leia um pouquinho aqui).
Um outro evento legal que aconteceu por aqui foi o Passport DC, que acontece todo ano durante o mês de Maio e traz um ar ainda mais internacional para a cidade. É uma viagem pelo mundo sem sair da cidade. Durante o evento, embaixadas de vários países abrem suas portas para os visitantes, mostrando um pouquinho da cultura, tradições e culinária. Esse ano foram 60. E eu fui conferir algumas.
Dei um pulinho na Bolívia, na Croácia, no Haiti; conheci um as tradições da República Dominicana, comi hummus no Iraque, visitei a casa do embaixador do Brasil e conversei com o embaixador do Nepal.
Estou voltando para o blog. Não me abandonem!
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Eu voltei! E já é 2011.
Voltei para o blog! Meu último post tinha sido em maio de 2010 e de lá pra cá muita coisa mudou.
2010 passou voando e foi um ano de muitas mudanças. Vim para Washington DC por causa do Yuriy. Trabalhei num restaurante turco por dois meses, viajei para New York, Philadelphia, San Francisco, Los Angeles, Napa Valley, Seattle, Kansas City e Mineapolis, voltei para o Brasil para tirar o visto de estudante e regressei à DC em agosto, fiz 30 anos (sim, sim!), arrumei um emprego de babysitter e um estágio em jornalismo no Voice of America, (re)comecei a estudar inglês, conheci muita gente legal, terminei meu namoro e fui morar num studio com uma roommate colombiana, passei minha primeira virada de ano no frio…Ufa! Eu continuo inventando mundo.
E tenho certeza que 2011 vai ser um ano de muitas invenções. Vou procurar atualizar o blog sempre que possível; não quero mais deixar ele morrer.
2010 em fotos:

capitol, neve com os amigos, rio mississipi em minneapolis, rally to restore sanity en DC, market en seattle, esculturas em kansas city, primavera em DC, jogo de baseball do nationals, hollywood boulevard em LA, biking em napa valley, san francisco, times square
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