No parque com Albert

Christopher Park, West Village, fim de tarde. Na minha pausa para lanchinho e descanso conheci Albert, uma figura de 60 e poucos anos, bermuda e camisa amarelas e chapéu da mesma cor. Elegante. Em um dos bancos da praça, Albert alimentava a cachorrinha Clementine e papeava com todos ao redor. É figura conhecida na região. Saiu de uma pacata cidade na Carolina do Norte há mais de 40 anos e elegeu Nova Iorque para viver. Fez de tudo um pouco e agora, aposentado, vive com uma pensão magra e fala das dificuldades de ser idoso “nessa cidade que gosta mesmo é dos jovens”. Reclama, reclama, reclama mas não troca Nova Iorque por nada nesse mundo. E leva a cachorrinha Clementine para banhos regulares (de caneca), no Christopher Park, pertinho de casa. Papeamos um bocado e ele recomendou: “Tem um lugar novo aqui pertinho, o High Line, você tem que ir lá conhecer”. “É esse aqui?”, e mostro uma foto. “Esse mesmo…puxa você já andou por tudo, conhece mais do que eu”. São figuras como o Albert que fazem Nova Iorque ser o que ela é: interessante e apaixonante.

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