Beleza boliviana


San Pedro e o Chile ficaram para trás e embarcamos, Patricia e eu, numa excursão de três dias que nos levaria até a cidade de Uyuni, na Bolívia, onde fica o maior deserto de sal do mundo (180 quilômetros de comprimento e 70 de largura).

 

fronteira boliviana

fronteira boliviana

Nossos companheiros de viagem: três franceses, uma finlandesa e um motorista-guia boliviano, o Noel. Uma figura. Chegamos na fronteira dos dois países e o jipe 4×4 já estava nos esperando. No caminho montanhas, vulcões, ‘cidades de pedra’, lagoas coloridas e o salar. Desde a primeira parada, as lagunas branca e verde, até o final do trajeto, parecíamos seis bobos admirando aquela paisagem completamente diferente de tudo o que já tínhamos visto. Nem o frio (temperatura negativa do ar) nos desanimou. Na primeira noite, dormimos num refúgio a 4.200m sobre o nível do mar. Dormir não seria exatamente a palavra. Cochilamos, digamos assim. Os efeitos da altitude e o frio que fazia dentro do quarto (mais ou menos 7 graus negativos) fez com que não pregássemos o olho. Fred, Olivier e Nes, os franceses, tinham sacos de dormir e, por isso, nos emprestaram alguns cobertores. O resultado foi que dormi com quatro cobertores dobrados ao meio, um saco de dormir furrequinha que aluguei no refúgio, um lençol e roupas, muitas roupas. Foi um pouco difícil para respirar. A cada hora era um se mexendo aqui, outro lá, um tossindo e, é claro, alguém levantando para ir ao banheiro. Quem¿ Eu, como de costume. Levantar de madrugada num frio de -7 graus…ninguém merece. E de quebra acordei todo mundo.

 

laguna verde

laguna verde

No outro dia, café da manhã às 7h30 e todos com os olhos fechando e aquelas olheiras de uma noite mal dormida. Mas acho que ninguém se importou muito com isso, já que o dia nos reservaria ainda mais belezas. De manhã passamos pela laguna colorada, que tem esse nome por causa da sua coloração avermelhada, resultado do acúmulo de algas. Fomos presenteados com flamingos voando e dançando sobre as águas. Lindo. Almoçamos às margens de outra lagoa, também cheia de flamingos, e seguimos viagem por caminhos de difícil acesso e natureza diferente. Para animar, muita música francesa e brasileira, até que chegamos para jantar e passar a noite no segundo refúgio: um hotel feito de sal. Dessa vez tivemos banho quente e uma temperatura agradável dentro dos quartos. Ufa!

 

jantar no primeiro refúgio. nes, annukka, eu, olivier e patricia

jantar no primeiro refúgio. nes, annukka, eu, olivier e patricia

 

laguna colorada

laguna colorada

 

No terceiro e último dia, Noel nos levaria ao lugar mais esperado: o salar de Uyuni. É uma sensação indescritível caminhar sobre ele. Uma imensidão branca que parece não ter fim. Noel me contou que há muitas vilas ao redor do deserto, mas poucas vivem da exploração de sal. A maioria tira o sustento da agricultura, principalmente da quinoa, e da criação de llamas.

 

diversão no salar

diversão no salar

A excursão acabou em Uyuni, que fica no meio do nada, entre o salar e as montanhas. De lá, Annukka, a finlandesa, voltou para San Pedro, e eu, Patricia, Olivier, Nes e Fred fomos buscar um hostel para passar a noite. O hostel era péssimo, mas comi (num restaurante bem turístico) uma das melhores comidas da minha viagem: llama ao molho de queijo roquefort e quinoa. No outro dia partiríamos todos juntos para Potosi.

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