O barquinho de don Alfonso


Pois bem, dormimos uma noite no refúgio e no outro dia cedo don Alfonso nos levaria de barco à parte sul da ilha. Um barquinho de madeira, com remo e uma vela improvisada. A viagem levaria duas horas, mas levou menos porque don Alfonso usou toda a sua força para remar. Contornamos uma parte da ilha e vimos vilazinhas e ainda mais beleza. A Cordilheira Real parecia estar mais próxima de nós. Mas o que valeu mesmo foi poder conversar um pouco mais com essa figura rara. Alfonso nasceu na ilha mesmo e chegou a morar em Copacabana e em La Paz, mas nos dois lugares, segundo ele, as pessoas não gostavam de compartilhar as coisas. “Sempre pensam no dinheiro”. Então voltou e, há nove anos, mantém o refúgio. Desde então abre as portas do lugar e também da sua casa para gente do mundo inteiro. O boca a boca é a sua maior e melhor propaganda. Ele conta empolgado que a sua ideia já está sendo posta em prática também na França e na Espanha.

 

nosso quartinho

nosso quartinho

Don Alfonso mora ali mesmo, numa casinha com a mulher e os cinco filhos. Há outras três casas no terreno, onde vivem sua mãe e dois irmãos com as respectivas esposas e filhos. São 14 crianças no total. Adorei conhecer esse simpático homem que remou, remou e remou para nos levar ao outro lado da ilha.

don alfonso, patricia e o barquinho

don alfonso, patricia e o barquinho

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