Coragem e bom (nem tanto) preparo físico rumo a Machu Picchu


Ainda estava escuro (eram quatro e meia da manhã) quando saímos de Cusco rumo ao vilarejo de Mollepata, onde começaria a nossa caminhada rumo a Machu Picchu. Explico. Não iríamos fazer a famosa Trilha Inca, que dura quatro dias e margeia a trilha inca original, mas a Sankantay. Um caminho de cinco dias até a cidade perdida dos incas. Chegamos a Mollepata para um café da manhã com os outros integrantes do grupo. Loucos que como nós decidiram chegar a Machu Picchu pelo meio mais difícil. E mais lindo e impressionante, certamente.

 

início da caminhada em mollepata

início da caminhada em mollepata

 

 

Mochila nas costas, muita água e comidinhas, roupas leves e um bastão para ajudar nas subidas e descidas do caminho. Estávamos prontos para o primeiro dia. Eram dois guias, Walter e Darwin que dividiram o grupo em dois: treze pessoas para cada lado. O calor da manhã já anunciava que a jornada não seria fácil. Depois de meia hora tive que parar para poder tirar uma das calças que vestia (eu tinha duas). Duas horas depois, estávamos num lugar mais alto, onde já se podia ver uma das muitas montanhas nevadas que veríamos pelo caminho. Paisagem deslumbrante, cansaço e calor se misturavam. Mais um pouco e paramos para o almoço. A cozinha improvisada, os mantimentos, as barracas e tudo mais que é necessário para um acampamento, além das nossas mochilas grandes, viagem a cavalo. Um peso enorme, pobrezinhos. A comida estava ótima, mas tínhamos que seguir viagem rumo ao primeiro acampamento. Walter avisou: “n0 primeiro dia dormiremos a 3.600 m, já bem perto da montanha Salkantay. Vai estar frio”. E de fato estava. Depois de caminharmos quase dez horas, chegamos ao acampamento com o sol se pondo. Apesar do frio (eu dormi com duas calças, três blusas, casaco, luva, gorro e o saco de dormir), a noite estrelada e as montanhas branquinhas valeram. Um espetáculo lindo. Nosso grupo, que começou com nós duas, três argentinos, uma americana, três ingleses, dois austríacos e dois holandeses, agora tinha um integrante a menos. Um dos ingleses desistiu e voltou para a Inglaterra. 

 

cozinha do primeiro almoço

cozinha do primeiro almoço

 

primeiro acampamento

primeiro acampamento

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2 Comentários

Arquivado em Pelo mundo

2 Respostas para “Coragem e bom (nem tanto) preparo físico rumo a Machu Picchu

  1. Lo

    Olá Renata!
    adorei seu blog, estou pensando em ir pra Machu Picchu ano que vem mais não sei se vou aguentar o tranco, é bem pesada a caminhada neh? gostaria de saber como vc se preparou fisicamente e dicas de passeios e tudo mais!!!

    obrigada

    • inventaomundo

      olá, Lo
      que bom que gostou do blog! ando meio parada, mas vou voltar a escrever em breve. Bom, você não precisa necessariamente fazer uma caminhada até machu picchu. Há tours diários saindo de Cuzco. Você vai de van até uma cidadezinha chamada Olletaytambo, de lá pega um trem e desce em Águas Calientes (aos pés de Machu Picchu) – comprando o tour você paga e eles te pegam, compram as passagens e tals (existem milhares de agências, só cuidado prá não cair em furada e sempre pechinche). Aí você pode escolher se dorme lá por uma noite ou faz um bate e volta.
      Mas se escolher os trekkings, além da Trilha Inca original – mais cara e você tem que reservar com bastante antecedência – existem mais umas três opções de trilhas diferentes. Eu fiz a Salkantay (quatro dias caminhando e Machu Picchu no quinto). Não é difícil, só é cansativo. As subidas não são muito grandes e o que mais pesa na verdade é a altitude (que você provavelmente só sentirá no segundo dia de caminhada,pq depois é só descida). Então a dica é se acostumar com a altitude antes (chegar em Cuzco, se aclimatar, fazer outros passeios antes). Se você é acostumada a andar ou fazer o mínimo de atividade física, não terá problemas. Eu não me preparei, mas já estava viajando há algum tempo pela Bolívia e Peru e isso contribuiu. Cuzco é uma cidade linda, vale a pena conhecer cada cantinho e fazer também os passeios do Vale Sagrado. Comprar um boleto turístico no escritório de turismo local é uma boa ideia. É uma parada que dá direito a você ir em vários museus e ruínas e você paga mais barato do que se comprasse separadamente. Se quiser mais dicas, me escreva.
      beijos
      Renata

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