Parece o paraíso. Mas é preciso fôlego


Quatorze montanhas nevadas. Lagoas esmeralda e turquesa. Uma subida a 4.750m. Caminhada e vista de tirar o fôlego. Meu segundo trekking pelos Andes peruanos (o primeiro foi em Cusco) foi incrível. Vi paisagens que jamais imaginei ver. Passei um pouco mal, é verdade. Não sei se foi altitude, fome ou cansaço.

 

beleza no primeiro dia de trekking

beleza no primeiro dia de trekking

primeiro acampamento

primeiro acampamento

No segundo dia, o mais longo e difícil, achei que não ia conseguir. Com a mochila pesada nas costas, eu dava um passo e parava. Eram 13 pessoas no grupo – Patricia, eu, dois canadenses, um americano e oito europeus – e dois guias. Eu fiquei para trás. Lucas, um dos guias, me acompanhou durante todo o percurso e carregou a minha mochila. Só assim consegui chegar viva ao segundo acampamento. A noite caiu e trouxe chuva, muita chuva. Acordamos, Patricia e eu, assustadas, pois nossos sacos de dormir estavam encharcados. Foi aí que pensei em ir embora no terceiro dia (como a maioria do grupo iria fazer).

 

tentando subir (lucas e eu lá embaixo)

tentando subir (lucas e eu lá embaixo)

ponto mais alto

ponto mais alto

O tempo amanheceu horrível, mas decidi ficar. E foi a melhor coisa que poderia ter feito. Caminhamos até uma lagoa que parecia ter saído de um filme. Um glaciar gigante encostava nas águas azuis e fazia a paisagem ainda mais bonita. Aí arriscamos molhar os pés. Puro gelo. Mas valeu. Ainda caminhamos umas boas horas até o terceiro, e último, acampamento se deliciando com a paisagem. Nesse dia o grupo já estava menor: seis pessoas e o guia. Chegamos ainda era dia e caímos no rio para tirar a poeira e o suor. Claro que só as brasileiras se arriscaram, afinal a água não era das mais quentes. A Patricia aproveitou para perder as havaianas na correnteza. Ficou meia hora mergulhando de um lado para outro para tentar encontrá-las. Em vão. No quarto dia caminhamos somente três horas.

lagoa perfeita

lagoa perfeita

o rio que tomamos banho

o rio que tomamos banho

Um carro nos esperava no pequeno povoado de Cashapampa para nos levar de volta a Huaraz. Dias que vão ficar marcados na minha memória por terem sido uns dos melhores da minha viagem. Como eu adoro os Andes. Não queria que acabasse.

Despedir-me de uma cidade é sempre triste. De Huaraz foi mais ainda. Quando eu já me acostumava com aquela loucura toda, era hora de partir. Depois das três noites não muito bem dormidas nos acampamentos, outra quase em claro – porque também não somos de ferro e caímos na baladinha cumbia-reggaeton de Huaraz –, passaríamos duas noites seguidas em dois ônibus diferentes. Huaraz-Trujillo e Trujillo-Piura. Tudo para chegarmos a Mancora, uma praia super badalada do litoral norte peruano.

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