Arquivo do mês: outubro 2009

Sozinha no paraíso

O caribe de águas azuis e areia cor de ouro eu conheci no Parque Nacional Tayrona, uma das grandes belezas da Colômbia. Quilômetros e quilômetros de praias, palmeiras e mata nativa seriam a minha casa pelos próximos dois dias. Uma trilha escorregadia e cheia de lama me levou até o camping da praia de Arrecifes. Montei minha barraca (alugada) e esperei a chuva passar.

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cabo san juan

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arrecifes

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minha casa

Aproveitei meu tempo por lá para acordar com o canto dos galos (sim, sim, às cinco e meia da manhã), caminhar pelas trilhas cheias de palmeiras carregadas de coco, me estirar na areia, tomar banho de mar turquesa e água morninha e descobrir novas praias (algumas delas desertas). Foi o lugar mais lindo que conheci em três semanas na Colômbia. Estava sozinha, mas feliz.

Mais:

– O Parque Nacional Tayrona fica a cerca de 30 quilômetros de Santa Marta (que por sinal é a cidade mais antiga da Colômbia). Para ir até lá, é possível pegar um ônibus perto do mercado da cidade. Custa 4.ooo pesos (4 reais) e a viagem dura uma hora. Ele te deixa na porta do parque e daí pode-se tomar outro ônibus até o estacionamento e depois uma trilha até as principais praias. A entrada do parque custa 31.000 pesos.

– Não vale a pena ir somente para passar o dia. Há vários campings por lá. Alguns na praia de Arrecifes e outro na de Cabo San Juan. Cabo é mais bonita, mas mais longe e mais cara.

– Além de curtir uma praia (que é o que eu mais gosto), há um trekking de quatro dias para a Ciudad Perdida, ruínas dos índios tayrona. Eu não fiz porque não tinha muito tempo e é um pouco caro.

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Um adeus para os andes. Um oi para o caribe

A primeira parte da minha viagem terminou. Conhecer os andes foi fantástico. Tive experiências incríveis. Vi, senti e me encantei pelas montanhas. Mas agora é hora de praia e calor. E que calor. Cheguei hoje ao caribe colombiano, a uma praia chamada Taganga. Não sei exatamente o porquê dela ser tão conhecida pelas gringos. É feia, suja e está em obras. Estou só de passagem, meu destino por aqui é o Parque Nacional Tayrona (praia e mata nativa). E mais calor.

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Chega de cidade grande

Voltando a Bogotá depois de dois dias em Villa de Leyva, decidi: chega de cidade grande. Patricia ficou em Bogotá e eu mudei completamente meu itinerário. Da capital, iria para Medellín e de lá para Cartagena. De fato segui para o norte, mas para o lado este. Vim parar em San Gil, no departamento de Santander, conhecida como a cidade da aventura. Cercado por rios e montes verdes, o lugar é ideal para a prática de rafting, rapel e paraglider. Minha ideia, na verdade, era fazer um pit stop entre Bogotá e Santa Marta (meu próximo destino, já no caribe) e conhecer a vila de Barichara.

indo para a escola em barichara

indo para a escola em barichara

Barichara, como Villa de Leyva, é super conservada. Linda. De lá, se pode pegar um caminho de pedras, construído no século XIX, e chegar a pequena vila de Guane. Eu fiz o inverso. Fui a Guane de ônibus e subi caminhando até Barichara. A caminhada foi ótima (às vezes é bom ficar sozinha) e me rendeu queimaduras de sol. Por aqui faz um calor…

 

camino real barichara-guane

camino real barichara-guane

parada no tempo

parada no tempo

Guane é um daqueles lugares parados no tempo. Por lá o que se ouve é o som dos passarinhos, das vaquinhas mugindo e das conversas no banco da praça e na porta do bar. De vez em quando chega um ônibus com moradores vindos de San Gil e Barichara e alguns (poucos) turistas. Pressa é uma palavra que parece não existir na vilazinha. As casas coloniais são super conservadas e as ruas são de pedra. Imperdível.

 Mais:

– Em San Gil, a melhor opção de hostel é o Santander Alemán, na calle 12. Pequeno, aconchegante e super família. Só falta um assento na privada…

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Quero sair daqui!

Não tenho muito o que dizer sobre Bogotá. Passei três dias na cidade e já foram suficientes para dizer que não gostei. Suja, barulhenta, meio caótica e um hostel péssimo (hostal Fátima, na Candelária, centro histórico da capital colombiana). É difícil falar sobre um lugar tendo ficado por lá tão pouco tempo, mas essa foi a minha impressão.

o senado e suas pombas

o senado e suas pombas

O que vale a pena¿ O cerro Monserrat (quando o dia está bonito), o Museo del Oro (com um acervo de mais de 3.400 objetos pré-hispânicos feitos em ouro) e o Museo Botero (com pinturas e esculturas do artista colombiano Fernando Botero e quadros de seu acervo pessoal, que incluem obras de Picasso e Miró, entre outros pintores conhecidos).

o gato de estimação do botero

o gato de estimação do botero

Nos afastamos de Bogotá por dois dias e fomos conhecer Villa de Leyva, uma cidadezinha que conserva casas coloniais espanholas e ruazinhas de pedra e tem muito verde ao redor. Uma graça e ótima para relaxar e esquecer um pouco o ruído dos carros e do som alto da noite bogoteña. Respirar ar puro, comer bem (fiz uma extravagância e fui a um restaurante gourmet…fazia tempo que não comia algo tão bom), caminhar e caminhar. Antes de chegar à vilazinha, passamos por Zipaquirá para conhecer a catedral de sal, construída dentro de uma mina de sal subterrânea. Incrível. 

a catedral de sal a 180m de profundidade

a catedral de sal a 180m de profundidade

villa de leyva

villa de leyva

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Café com chuva

Um cheirinho de café no ar e simpatia de sobra. Foi o que encontrei assim que cheguei à Casona de Lili, em Salento, na região cafeeira da Colômbia. A Casona foi literalmente a nossa casa, de Patricia e eu, por três dias. É um hostel pequeno, aconchegante, num casarão antigo comandado pela Lili, uma colombiana super chévere (legal). Com os três quartos ocupados, ela cedeu o dela para um casal espanhol recém chegado à cidade. E ainda sobrou um espacinho na sala para o francês que apareceu por lá. Nossa estadia por lá foi muito especial e foi onde passamos a maior parte do tempo, já que a estação de chuvas na Colômbia (sim, o mês que mais chove é outubro) levou um temporal para a pequena cidade. Só tivemos tempo de andar pelas ruazinhas e pegar um jipe até o Valle de Cocora, onde se pode ver a famosa palma de cera, árvore nacional colombiana. E beber café também, claro.

da janela da lili

da janela da lili

palmas de cera com chuva

palmas de cera com chuva

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Um olá para a Colômbia

Popayan é uma cidade relativamente grande e uma das mais historicamente conservadas da Colômbia. A arquitetura é muito bonita e nos arredores há um vulcão e águas termais. Não fui conhecer o vulcão, mas fui às termas, que definitivamente não me agradaram.

na praça central

na praça central

Foi em Popayan que descobri que uma das delícias colombianas é o pandebono: um pãozinho (tipo rosquinha) de queijo!!! Esta delícia tornou-se meu café da manhã de todos os dias. Descobri também que as bebidas mais tomadas por aqui são a aguardente (de anis) e o run (com coca, para mim por favor). Constatei que a mistura dos dois numa noite deixa a pessoa sem memória…Ficamos em Popayan por um bom tempo e por aqui conhecemos gente muito boa, como o americano David, que foi minha companhia ócio em todos esses dias.

pôr-do-sol e pipa

pôr-do-sol e pipa

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Da fronteira à Popayan

A viagem para Colômbia incluiu um ônibus que derrapou na pista (ainda no Equador), um taxi para chegar à imigração e outro para a já colombiana cidade de Ipiales. Não há muito o que fazer por lá (a não ser conhecer o santuário de Las Lajas, que acabamos não visitando), então seguimos para mais uma viagem: agora com destino a Popayan, a cidade branca do país (conhecida assim pela conservada arquitetura colonial e pelos casarões brancos). Mais nove horas pelo caminho e a primeira constatação: a maioria dos ônibus de viagem colombianos são, na verdade, micro-ônibus. Nove horas num micro-ônibus¿ Embarcamos. Logo veio a certeza de que por aqui todos dirigem como loucos e muito, muito rápido. Nosso onibuzinho quase bateu e foi aí que resolvemos parar em Pasto, a primeira cidade depois de Ipiales, para passar a noite. Perdemos o dinheiro, mas dormimos bem. No outro dia conseguimos cedo um ônibus (normal!) para Popayan e a viagem foi mais tranquila. Chegamos e nos instalamos no hostel mais chévere (legal) da cidade: o Hostel Trail.

cheguei à colômbia

cheguei à colômbia

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