O maior navio do mundo


Os cinco dias no paraíso acabaram e rumei para a Cidade do Panamá. Trânsito pesado, prédios e shoppings ao estilo americano e um centro histórico completamente caindo aos pedaços. Mas eu queria ver o canal do Panamá e comprar uma câmera nova. E assim foi.

Os franceses começaram as escavações para a construção do canal em 1881 e, logo, sem dinheiro e com várias baixas deram lugar aos americanos. A primeira navegação aconteceu em agosto de 1914, depois de terem sido removidos mais de 205 milhões de metros cúbicos de terra por milhares de operários vindos das mais diversas partes do mundo. Ligar os oceanos pacífico e atlântico não foi fácil…

Enquanto estivemos por lá, vimos um navio cargueiro enorme (o maior que vi na vida) passar por uma das eclusas. É interessantíssimo. As eclusas servem como ascensoras de água, que elava os barcos que vêm do Pacífico ao nível do lago Gatún (26m sobre o nível do mar), o que permite que eles cruzem a Cordilheira Central até chegar ao Atlântico e vice-versa. A operação com navios é lenta e minuciosa e os pedágios que as empresas pagam pela travessia podem chegar aos 200 mil dólares. As embarcações menores, como veleiros, atravessam mais rápido e pagam em média 800 a 2 mil dólares (Javier e Amanda querem fazer).

É realmente uma das grandes obras da engenharia mundial, que ficou sobre o comando dos Estados Unidos até dezembro de 1999. Talvez por influência americana, os panamenhos gostem tanto de ostentar a sua bandeira (que por sinal tem as mesmas cores da american flag). Estamos numa semana de feriados pátrios por aqui e o que mais se vê são bandeirões, bandeirolas, enfeitinhos e afins em casas, ruas e estabelecimentos comerciais do país.

E comprei minha câmera. Uma Canon SX20 IS. (as fotos foram tiradas com a velha)

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olha o navio se aproximando

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a eclusa se enchendo de água

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passou raspando na margem

Mais:

– O canal do Panamá liga o Pacífico (Cidade do Panamá) ao Atlântico (Colón) e tem cerca de 80 quilômetros de comprimento (é um dos pontos mais estreitos das Américas). Para isso foram construídas três eclusas. A que eu visitei foi a Miraflores, perto da capital.

– Para chegar lá até lá, basta ir até o terminal de ônibus de Cidade do Panamá e pegar um antigo ônibus escolar americano (sim, os coletivos são assim aqui. As velharias que não são mais utilizadas nos Estados Unidos vêm para cá) para Gamboa, Sumit ou Paraíso e perguntar se ele desce na eclusa de Miraflores. Custa 35 centavos de dólar. Um táxi cobra de 10 a 20 dólares.

– A entrada para estrangeiros vale 8 dólares (a moeda aqui, como no Equador, também é a americana) e dá direito a visitação no museu e ida ao mirante.

– Por conta do domínio dos Estados Unidos sobre o canal (que durou 85 anos), o Panamá e, principalmente a capital, são bastante americanizados. Me senti nos Estados Unidos em muitos lugares.

– Tivemos um contratempo na escolha de um lugar para ficar: Gisele, Juliana e eu fomos ao local indicado pela minha irmã e não gostamos. Saímos para decidir para onde iríamos e minha irmã chegou. Resolvermos ficar por ali mesmo, pelo menos por uma noite, e quando fomos subir novamente nos disseram que não havia mais lugar. O fato é que os donos fecharam a cara porque não sabíamos se íamos ficar ou não e resolveram nos expulsar, dizendo que éramos arrogantes. Houve um bate boca, tivemos que sair na chuva com todas as malas e encontramos outro hostel um pouco mais decente. (se você algum dia passar pela Cidade do Panamá passe longe do Zulys, o lugar da confusão). Na verdade, não recomendo nenhum hostel por lá. Ficamos no Balboa (mais ou menos e vazio) e tem também o Luna Castle (numa região péssima, mas cheio de gente).

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