Arquivo do mês: fevereiro 2010

Começando a jornada de volta

Era dia 1º de janeiro e eu tinha apenas mais uma semana de viagem. Na realidade o que eu mais queria era que a semana voasse. Deixei Placência junto com Joe, Dill, Nadja, Claudia e Sabine – os americanos e as alemãs que havia conhecido no dia anterior – rumo a San Ignacio. Eu já havia estado por lá, mas para chegar a El Salvador – de onde eu pegaria o voo de volta para o Brasil – eu tinha que regressar à Guatemala e o caminho mais fácil era pela região de San Ignacio. A viagem até que não foi tão ruim. É sempre mais divertido quando se está em boa companhia. Dormi em San Ignacio, deixei os novos amigos por lá e rumei para Flores, na Guatemala, de onde sairia o meu ônibus para a Cidade da Guatemala naquele dia mesmo. Passei a tarde por lá e à noite embarquei numa viagem de oito horas até a capital guatemalteca. Nem bem cheguei, na manhã do dia seguinte, e peguei outro ônibus rumo a San Salvador, El Salvador. A ideia era ficar um dia e escolher outro destino para passar meus últimos dias. Mas logo, decidi que iria para a Ruta de las Flores, uma região que fica entre montanhas verdes, vulcões, lagos e, claro, flores. E lá se foram mais algumas horas e três ônibus até Juayua.

terminal de ônibus de Belmopan, capital de Belize: um dos muitos que conheci durante quase nove meses de viagem

tora Independence - Belmopan: detalhe para a bandeirinha do Brasil

1º de janeiro:

– Barco: Placência – Independence

– Chicken bus: Independence – Belmopan

– Táxi: Belmopan – San Ignacio

2 de Janeiro:

– Táxi coletivo: San Ignacio – Benque Viejo del Carmem (fronteira com Guatemala)

– Van: Mechor de Mencos (fronteira) – Santa Elena/Flores

– Ônibus: Flores – Cudade da Guatemela

3 de janeiro:

– Ônibus: Cidade da Guatemala – San Salvador

– Chicken bus: San Salvador – Santa Ana

– Chicken bus: Santa Ana – Sonsonate

– Chicken bus: Sonsonate – Juayua

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Já é 2010!

Juntei minhas tralhas e embarquei em mais uma viagem de chicken bus por terras belizenhas. Foram três. Quando cheguei a Placência, uma praia no sul do país, já era noite e chovia muito. Vaguei um tempão pela vilazinha atrás de um lugar para ficar, até que me instalei num quarto muito confortável de um senhor de mãe belizenha e pai egípcio. Conversamos por horas sobre tudo. E a chuva não parou. E com chuva e sozinha o tempo demorava a passar. Nas poucas horas de sol, eu corria para a praia para tentar pegar uma corzinha. Acabei conhecendo alguns locais. Não havia muitos viajantes por lá não. Placência é uma praia super “americana”, cheia de famílias e velhinhos dos Estados Unidos.

nativinhos quebrando coco na praia

Comecei a achar que não tinha sido uma boa escolha, ficava desejando estar no México. Mas no dia 31, Marlous e Kirsten – duas holandesas que conheci em Caye Calker – desembarcaram na cidade com um pessoal muito gente boa e o ano novo não poderia ter sido mais divertido. Feliz 2010!

ceia de ano novo

holandesas, alemãs e americano (ainda faltaram outros dois americanos)

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Moedinha

Os dias que seguiram o Natal foram perfeitos. Praia, pôr-do-sol a dois e estrelas no píer. Nada podia ser melhor. Mas O Yuriy seguiu para o México e Caye Calker perdeu a sua cor. Eu, que não poderia entrar naquele país, decidi procurar outra praia para passar a virada do ano.

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Natal, Natal!

Conheci esses seis meninos, três suecos e três americanos, logo na chegada ao hostel e foi por causa deles que meu Natal foi muito especial. Manolo, Patrik e Kalle – os suecos – fizeram um verdadeiro banquete natalino, com direito a almôndegas suecas, salada, batatas e muito rum com coca-cola. A ceia foi ao ar livre, uma delícia. Nos preparávamos para sair quando alguém entrou em um dos dormitórios e roubou dinheiro e pertences do Yuriy, um dos americanos (que na verdade é russo naturalizado americano). Por causa disso, fomos parar na delegacia (localizada a 100m do hostel). Seguindo a tradição “Go slow” do povo da ilha, ficamos duas horas no local. E, claro, nada foi resolvido. Mas era Natal, resolvemos deixar os policiais dormirem um pouco e fomos para a festa.

os chefs

o banquete

a delegacia

é natal

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Go slow, man

O dia estava lindo e a água de um turquesa sem igual quando o táxi aquático atracou no píer da pequena ilha de Caye Calker, 45 minutos de Belize City. Um paraíso: ruas de areia, coqueiros por todos os lados e um hostel na beirinha do mar. O que mais eu poderia querer depois de descobrir que eu não conseguiria mesmo ir para o México?

símbolo de caye calker

Caye Calker fica praticamente em cima da segunda maior barreira de corais do mundo, no mar do Caribe. Ali não existem carros, os pés e as bicicletas são os melhores meios de locomoção. Percorrer a ilha inteira não leva mais que uma hora, afinal ela tem cerca de 8 quilômetros de comprimento por 1,6 de largura.

do hostel

Já ouviu a frase “Go Slow”? Certamente ela foi inventada pelo povo de Caye Calker. Nada de pressa, nada de estresse, nada de confusão. É só pegar canga, biquíni e protetor solar, caminhar até o final da ilha e se jogar no “the split”, lugar onde turistas e locais pegam uma prainha.

os carrinhos de golfe são outro meio de transporte na ilha

Mais:

– Belize é um paraíso, mas é caro. Um dólar americano vale dois belizenhos. Comida e hospedagem são super inflacionados.

– Mergulho e snorkeling são dois grandes atrativos de Caye Calker. Turistas de várias partes do mundo vão até lá para fazer cursos de mergulho na segunda maior barreira de corais do mundo e submergir no “Blue Hole”.

– Caye Calker não tem uma praia propriamente dita. Onde há areia, há muitos piers e barcos. O melhor lugar para um banho de sol e de mar é, então, o final da ilha, conhecido como “the slipt”. Explico. O furação Hattie, que passou pela região em 1961, dividiu a ilha em dois, daí o nome. Muito tempo depois, um bar for construído e hoje todo mundo fica por ali.

– Aproveite para comer lagosta. Não chega a ser barato (como nada é em Belize), mas é uma delícia! A pesca de lagosta, além do turismo, é uma das atividades que movimenta a ilha. Vale a pena tentar o Rose’s, que fica numa rua perpendicular à avenida principal.

No Rose's você escolhe a sua lagosta ou peixe na hora, já na frente do restaurante, e eles grelham para você. A demora é grande, seguindo a tradição do "Go Slow", mas a comida é muito boa

– Um hostel legal é o Tina’s. Não é dos mais limpinhos e nem dos mais seguros (quando estive por lá, houve alguns roubos de objetos e dinheiro de mochileiros), mas é muito, muito legal.

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Do outro lado da fronteira

Um passo mais a oeste e a impressão que tive era de que um novo mundo se abria. O verde das árvores, a cor dos rios, a paciência das pessoas. Parecia tudo muito diferente. E notei isso já na fronteira, quando troquei o espanhol de mais de oito meses pelo inglês. Belize foi uma colônia britânica até 1981 e o inglês é o idioma oficial (apesar de grande parte da população também falar o espanhol).

Vi também a diferença na arquitetura quando cheguei a San Ignacio, uma simpática cidade famosa pelas ruínas Maias e muitas cavernas. O estilo espanhol deu lugar a amplas casas de madeira, em sua maioria sustentadas por altos pilares. Sem dúvida muito diferente do que eu já tinha visto por toda a América Central. Acabei passando somente uma noite em San Ignacio. Já era quase Natal e eu queria ir logo para a praia. Dia 23 cedinho peguei um ônibus com destino a Belize City.

(não tenho fotos…)

Mais:

– O idioma oficial é o inglês, muita gente fala o espanhol, mas a língua mais comum mesmo é o Criolé – uma mistura de inglês e línguas africanas. É quase impossível entender.

– A maioria da população de Belize é afro-americana (cerca de 44%). A região de San Ignacio há também muitos descendentes do povo Maia, já que o país também fez parte do território Maia.

– Belize City é a maior cidade do país, mas a capital é Belmopan (uma espécie de Brasília belizenha).

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