Arquivo do mês: março 2010

Visita israelense

Legal rever os amigos e a família e descobrir que, sim, eu senti saudades de Curitiba. Duas semanas depois da minha chegada, o Hed, um israelense que Patricia e eu conhecemos em Quito e que estava viajando pelo Brasil, deu um pulinho na capital do Paraná. Passou cinco dias (o que há tanto para fazer em Curitiba?) e foi uma companhia legal. Mostrei a cidade para ele e fomos em algumas apresentações de música da 28 Oficina de Música de Curitiba. Ele, que adora música brasileira, ficou encantando. Os israelenses são sempre muito alegres e têm muitas semelhanças com os brasileiros. Foi bom encontrar alguém que conheci durante a viagem.

chilena, meu amigo hed, andréa e gabriel (que tocou na oficina)

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De volta à terrinha

Chegar ao Brasil depois de nove meses fora foi bom e estranho ao mesmo tempo. É difícil se adaptar à rotina e entrar no ritmo de quem ficou por aqui. Estão todos envolvidos com seus projetos e atividades e cheguei a me sentir uma intrusa algumas vezes. Mas não me arrependo nem por um segundo de ter largado tudo para embarcar em centenas de ônibus, alguns barcos e três ou quatro aviões. Voltei feliz de poder ter tido o privilégio de conhecer lugares fantásticos, comidas diferentes, pessoas incríveis. Algumas, seguro, ficarão para sempre na minha vida. Da Argentina – meu país favorito – a Belize, tive experiências e aprendizados que certamente nem passariam pela minha cabeça se tivesse ficado em Curitiba, sentada em frente ao computador sonhando. Valeu cada segundo e cada centavo investido nessa viagem. Que, é claro, não poderia ter sido feita sem o apoio e a ajuda dos meus pais.

monia (ushuaia)

patricia (san pedro de atacama)

juliana (cartagena)

gisele (bocas del toro)

E que foi ainda mais legal porque tive a companhia, por cinco meses, da minha irmã Patricia. Acho que nos divertimos muito mais do que brigamos e aprendemos a conviver melhor. Coisa muito difícil para duas pessoas tão diferentes. Andar pelas ruas congeladas de Ushuaia, escalar um vulcão em Púcon, comer sashimi de Salmão em Santiago e celebrar meus 29 anos em Mendoza não seriam experiências tão legais se não fosse pela Monia, a sueca que me acompanhou por quase trinta dias. A encantadora Cartagena, na Colômbia, o Panamá e parte da Nicarágua tiveram mais cor por causa da Gisele e da Juliana, companheiras inseparáveis durante um mês. De volta a Curitiba, posso garantir: não sou mais a mesma pessoa.

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Quase o final

De Juayua segui para o litoral. A viagem durou cerca de quatro horas e parte do trajeto foi margeando a costa. A estrada sobe e desce e tem horas que é possível ver o mar de cima de um morro. O ônibus me largou na estrada, na entrada de El Tunco, uma das praias mais famosas pelo surfe em El Salvador. Logo esbarrei em Justin e Alex, dois gringos que seriam minhas companhias nos dois últimos dias da minha longa viagem. Logo Nir, um israelense, se juntou a nós. Os dias foram tranqüilos. Muito sol e rum com coca. Mas demoraram a passar, já que eu estava bem ansiosa para chegar logo em casa.

surfe

pôr-do-sol multicolor

No dia 7 de janeiro, de manhazinha, peguei um ônibus para San Salvador. Nir me acompanhou. De lá, segui para o aeroporto, que fica a mais ou menos 50 quilômetros da capital, em outro ônibus. Meu voo fez escala na Cidade do Panamá e foi lá que comecei a sentir que me aproximava mais do Brasil. Brasileiros, muitos brasileiros. Típicos turistas que fazem a gente sentir um pouco de vergonha. Falo isso porque tinha um grupo de adultos fazendo a “rapa” no free shop ao invés de embarcar no voo para Belo Horizonte que iria sair em dez minutos. Enfim…O voo foi tranqüilo, tirando a parte que o piloto anunciou que teríamos que pousar em Campinas para abastecer. E então, no dia 8 de janeiro, pisei novamente em solo brasileiro. (sim, sim, eu demorei um pouquinho para postar aqui…).

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Postes floridos

El Salvador aconteceu meio por acaso. Decidi voltar ao Brasil por lá, então teria quatro dias para conhecer algumas (poucas) regiões. A Ruta de Las Flores foi uma delas. Cheguei em Juayua num domingo, bem o dia da tradicional feira gastronômica. No cardápio: carne de coelho e as famosas pupusas – um tipo de tortilla feita de milho e recheada com queijo. Delícia que não pode faltar no dia-a-dia dos salvadorenhos e de quem vai conhecer o país.

A estradinha sinuosa, cercada por montanhas verdes, vulcões e, claro, flores, é muito bonita. Começa em Sonsonate e passa por diversas cidadezinhas até chegar em Ahuachapán. A época entre outubro e fevereiro é a melhor para ver as flores que se abrem por todo o trajeto.

os postes de juayua e região têm desenhos

Decidi parar em Juayua para, no dia seguinte, conhecer outras duas pequenas cidades: Apaneca e Ataco. Lugarejos quase parados no tempo, com ruazinhas de pedra e postes de luz todos coloridos, pintados à mão. Um charme todo especial da região. Aproveitei para conhecer também uma das muitas lagoas, a Laguna Verde, e acabei passando boa parte da manhã na companhia de um jovem casal salvadorenho, que me acompanhou até a lagoa (uma caminhada de duas horas).

laguna verde

Mais

– Em Juayua, o hostel Anáhuac é uma ótima. Super aconchegante e com um jardim interno fofíssimo. Os quartos são limpos e super organizados. Parada obrigatória para mochileiros. Eles organizam passeios para cascatas da região. Eu, como não tinha mais dinheiro, não fui…

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Una córa

Calor, fome e eu dentro do meu meio de transporte favorito: o chicken bus. Havia acabado de chegar em El Salvador e fazia a rota San Salvador – Sonsonate. Como de costume, esses ônibus param a cada cinco minutos no meio da estrada para pegar passageiros e…vendedores ambulantes, que entram aos montes e ocupam todo o estreito corredor. Frutas, frituras, doces…tem de tudo um pouco. Resolvi comer um abacaxi (vendido em pedaços dentro de um saquinho).

– Quanto é?

– Una córa.

– Como?

– Una córa.

Meu deus, o que seria isso, pensei…Será a antiga moeda de El Salvador? (hoje em dia é o dólar americano, mas é possível que os vendedores ainda mencionem…)

– Olha moço eu não estou entendendo.

Foi aí que um cara sentado atrás de mim me cutucou e me mostrou uma moedinha.

– Ah….a quarter, eu disse.

Fiquei rindo sozinha. Quarter é a moedinha de 25 centavos de dólar, mas em El Salvador todo mundo chama de córa. Pensando bem, até que a pronúncia é parecida…

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