Arquivo do mês: maio 2010

Arte e mais arte em DC

Antes de partir, fui visitar a National Gallery of Art (a entrada é grátis, mas ele não faz parte dos 19 museus mantidos pelo Instituto Smithsonian. É mantido parte pelo governo e parte por doações da iniciativa privada. Só fui saber disso agora, pesquisando para escrever no blog).

uma das minhas favoritas. by renoir

São pinturas, desenhos, esculturas, peças decorativas e fotografias de artistas de todas as partes do mundo. Uma das minhas coleções preferidas é a dos pintores Impressionistas e Modernistas. (de 31 de janeiro de 2010 a 31 de julho de 2011). As peças, em sua maioria, foram doadas por Chester Dale (1883-1962), um bem sucedido homem de negócios de Wall Street. Em 1920, Dale começou a sua coleção de peças pintadas no final do século XIX e começo do XX. Quem visitar o museu, poderá apreciar obras de Monet, Cézanne, Degas, Renoir, Dalí, Picasso, Van Gohg e outros importantes artistas. E o que é mais legal: é permitido tirar fotos!

four dancers. by degas

National Gallery of Art

Onde: 4th and Constitution Avenue NW, Washington, DC

Quando funciona: de segunda a sábado, das 10 às 17 horas. Domingo, das 11 às 18 horas. (fechado dia 25 de dezembro e 1 de janeiro)

São dois prédios – West, inaugurado em 1941, e East, aberto em 1948 e que conta com obras modernas.

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Até breve

Daqui três dias dou adeus a DC. Passei dois meses na cidade trabalhando e conhecendo lugares lindos…sempre em ótima companhia. Vou sentir saudades. Na próxima terça embarco com o Yuriy para Kansas City e na sexta, partimos para Minneapolis e depois California. Volto para o Brasil no dia 5 de junho (sim, sim, é quando acaba meu visto)…

jantarzinho romântico para comemorar meus dois meses em DC

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Uma história

Elisabeth trabalha no Cafe 8, o restaurante em que trabalhei por dois meses. Saiu de El Salvador há um ano e meio. Motivo: tentar uma vida melhor nos Estados Unidos. Pode ser uma história comum, já que todos os dias centenas de ilegais cruzam a fronteira entre o México e os Estados Unidos justamente para “tentar uma vida melhor”. Certamente quase todo mundo já leu sobre o assunto: gente pobre, coiotes, deserto, fronteira, polícia. Eu nunca tinha conhecido ninguém que tivesse se arriscado dessa forma para vir morar por aqui.

No Cafe 8 eu conheci a Elisabeth, a Blanca e o Jesus. A Elisabeth me contou a sua história. Ela ganhava 100 dólares por mês trabalhando na cozinha de um restaurante de uma pequena cidade salvadoreña. Aos 27 anos, tinha um marido e um filho – que nasceu quando ela tinha 19. O marido foi assassinado quando voltava do trabalho para casa. Seguindo os passos da irmã, que mora em DC há cinco anos, Elisabeth – então grávida de 4 meses – deixou o filho e embarcou numa viagem de quase dois meses cruzando o seu país, a Guatemala e o México.

Elisabeth

Ela conta que já na fronteira entre a Guatemala e o México foi pega por policiais mexicanos, que ameaçaram deportá-la de volta para El Salvador. O jeito: subornar a lei (policias fronteiriços são super corruptos no México). No caminho entre o México e os Estados Unidos enfrentou ainda mais desafios: subiu em uma caminhonete com mais 50 imigrantes, quase todos escondidos em baixo dos bancos. Viajaram quilômetros e quilômetros assim, abaixados para não serem vistos pelos oficiais americanos. Foram assaltados por ladrões mexicanos, que se escondem no deserto justamente para atacar os ilegais e roubar o pouco dinheiro que ainda lhes resta. Tudo isso lhe custou 7 mil dólares. Um dinheiro que ela não tinha (e ainda não tem), mas que teve que pagar a vista para que os coiotes mexicanos a atravessassem. Para isso fez um empréstimo a irmã.

Hoje, com 29 anos, Elisabeth ganha cerca de 700 dólares por mês. Trabalha na cozinha e ajuda os garçons a limpar as mesas e servir os clientes. Não fala inglês e ainda está pagando o empréstimo de 7  mil dólares a irmã. Deu à luz a uma menina, mas aos seis meses a mandou de volta para El Salvador por uma senhora que vem e vai todo o mês levando e trazendo encomendas, fotos e crianças. No dia 23 de abril sua filha completou um ano. Ela estava triste por não poder estar perto nessa data tão importante. “Mas a senhora mensageira vai me trazer umas fotos dela”, me disse.

Perguntei se tudo isso valeu e continua valendo a pena. A resposta foi afirmativa e ela faria tudo de novo se precisasse. Elisabeth é uma dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem por aqui. (estimativas de 2008 do Center of Immigration Studies. De acordo com o Pew Research Center, 57% são mexicanos e 24% de outras partes da América Latina, primordialmente de países da América Central).

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Quanto tempo!

Faz um tempão que não escrevo aqui. O trabalho estava me consumindo muito…Enfim, pedi demissão! Eu até estava ganhando uma graninha, mas de três semanas para cá, os turcos me colocaram no turno do almoço e não estava valendo a pena. Fora a energia negativa de alguns funcionários, que levam o “american way of life” super a sério, ou seja, dinheiro em primeiro lugar, e acabam passam por cima de todo mundo (eu quero dizer, roubam dinheiro…sim, sim…). Enfim, o restaurante também não era dos mais limpinhos, eu ficava com nojo de comer lá. Agora tenho mais tempo para curtir a cidade.

E falando em curtir, a Páscoa foi bem legal (sei que já faz quase um mês, mas não tinha escrito aqui ainda). Eu e o Yuriy fizemos um picnic embaixo das cerejeiras, na beira de um lago, com direito a vinho, queijos e pãezinhos. Super romântico. Seguem as fotos.

páscoa legal

meu gatinho toca violão

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