A cidade do mundo


Ok, ok, todo mundo já sabe quais são as atrações turísticas mais badaladas de Manhattan. Empire State, lojas da Quinta Avenida,  Rockfeller Center, Times Square, parte sul do Central Park, peças da Broadway, Estátua da Liberdade. O que a maioria dos turistas não sabe é que Nova Iorque é muito, muito e muito mais do que isso. Na minha quarta visita à cidade tudo o que eu menos queria era visitar esses lugares que listei acima. Existem coisas incríveis para explorar na cidade e que poucos turistas conhecem porque simplesmente não leem, não conversam com a gente da cidade, ou não abrem o jornal para saber o que está acontecendo na cidade. Sobem naqueles ônibus de dois andares que percorrem a cidade inteira, param por dez minutos em cada ponto turístico para o pessoal tirar foto e pronto. Isso, para mim, não é conhecer, não é sentir a cidade.

Andando pelas ruas do Harlem eu me peguei pensando: que graça tem isso? Parece aqueles safaris na África que você não pode sair do carro porque os animais de atacam. Por que ao invés de subir nos “Hop on, Hop off”, as pessoas não usam o eficiente e impressionante sistema de metrô (umas das melhores maneiras de conhecer a cidade) que Nova Iorque oferece? Por que ao invés de escutar o que o guia fala no microfone do ônibus, os turistas não saem para caminhar (outra das melhores maneiras de conhecer a cidade). É só ter um mapa e um bom travel book em mãos. Quem sabe até não esbarram em gente local que pode dar dicas incríveis (como eu esbarrei em duas senhoras nativas do Harlem, muito simpáticas e que me contaram algumas coisas legais sobre o bairro).

detalhe de uma das muitas igrejas batistas do harlem

Enfim, cada um viaja como quer, né? Para mim, a graça está em explorar, ter contato com gente local (e sim, os nova iorquinos podem ser apressados e às vezes mal-educados, mas é só sair do eixo turístico que você encontra gente muito simpática, disposta a conversar e ajudar), experimentar coisas diferentes (principalmente as comidas das mais diversas nacionalidades, que só Nova Iorque pode oferecer).

fachada da biblioteca pública na quinta com a quarenta e dois

subway em NYC: um mundo paralelo

Eu não sou uma local. Local mesmo é essa jornalista aqui, a Tania Menai. Ela é brasileira, mas mora em Manhattan há anos. Achei o site dela há algum tempo, quando pesquisava sobre a cidade. Vale à pena dar uma passada lá. Mas eu posso dar umas diquinhas:

  • Caminhe, caminhe e caminhe. Caminhar é uma das melhores maneiras de se conhecer uma cidade. E caminhar em Manhattan é fácil e seguro. As ruas seguem de sul a norte e as avenidas de leste a oeste. A quinta avenida divide leste e oeste. Indo em direção à sexta é oeste, e para baixo da quinta é leste. É só pegar um mapa e sair explorando.
  • Use o transporte público. Essa é a outra ótima maneira de explorar uma cidade. O subway de Nova Iorque é exepcional e te leva para qualquer ponto da cidade bem rapidinho. É só comprar um metrocard e sair por aí. São 22 linhas (mas tem umas que são express, outros que não..), 368 quilômetros de trilhos e mais de 5 milhões de usuários por dia (dados do Wikipedia). É um mundo paralelo. São milhares de plataformas subterrâneas, caminhos que te levam para incontáveis plataformas embaixo da terra. Um lugar onde se pode ver isso muito bem é a Grand Central Station. Parece uma outra cidade dentro da cidade.
  • Se prepare para gastar. Se tem cidade cara, essa cidade é Nova Iorque. Não estou falando de compras não, mas de comida. Se você é como eu e acha que para conhecer bem um lugar é preciso provar a comida local, você vai gastar um bom dinheirinho. Bom, a comida local de Nova Iorque vem de muitos lugares. Chinesa, italiana, indiana, turca, israelense, do oriente médio, brasileira, japonesa, coreana…todas são comidas locais. Vale a pena provar!! Para economizar no orçamento tem também as “street food”. Tem de todos os tipos, mas o que mais se encontra é kebab. E o preço é até acessível. Eu fugiria dos fast-food ou das redes de restaurantes. Acho péssimo.
  • Saia do eixo turístico. Tudo bem, se é a sua primeira vez na cidade é interresante visitar as atrações turísticas que citei no começo do post e, é claro, os imensos e super intessantes Metropolitan Museum, MoMA e Museum of Natural History. A Bibioteca Pública (5th Ave e W 42nd Street) também é uma boa pedida. Se você, assim como eu, não tem internet no seu telefone, pode usar um dos computadores disponíveis no segundo andar e, de quebra, apreciar toda a imponência e beleza do prédio. Até o dia 31 de Dezembro, a biblioteca exibe a exposição “Celebrating 100 Years”, em comemoração ao seu centenário, que reúne, por exemplo, uma partitura de Beethoven, de 1811, o manuscrito da Declaração de Independência Americana e uma Biblía em latim impressa por Gutemberg em 1455.
  • Nova Iorque não é só Manhattan. A cidade é composta por cinco distritos: Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island. Ainda quero conhecer o distrito de Williamsburg, no Brooklyn, e Flushing, no Queens. Dessa vez ainda não deu, mas fica a dica para quem estiver por lá. Williamsburg  é cheio de galerias, boutiques descoladas,  brechós e Flushing concentra uma comunidade asiática muito grande, principalmente chineses. É uma Chinatown não turística e, segundo quem conhece, até mais autêntica do que a famosa Chinatown de Manhattan. Parte da família da Monia que é chinesa e mora em Long Island, vai a Flushing para comer e comprar produtos da saudosa terrinha.

O próximo post traz algumas dicas de outros lugares legais que saem um pouco do eixo turístico.

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